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terça-feira, 11 de março de 2014

Hyundai HB20S Copa do Mundo vs Voyage Seleção,

HB20S COPA DO MUNDO X VOYAGE SELEÇÃO (FOTO: MARCOS CAMARGO)
Coréia do Sul, junho de 2002. Alemanha entra em campo na capital Seul e desbanca a seleção da casa depois de 75 minutos de jogo, com um gol de Ballack. A vitória sobre a equipe anfitriã levou o país germânico à primeira vaga de finalista do mundial. Brasil, junho de 2014. Doze anos depois da última partida entre as duas equipes, aproveitamos a segunda Copa do Mundo em terras tupiniquins para colocar os países numa nova disputa. De um lado, o sul-coreano Hyundai HB20S Copa do Mundo, de outro o alemão Voyage Seleção, ambas edições especiais com motor 1.6.

1º tempo: design, acabamento e itens de série 
Tanto tempo depois, os europeus continuam na liderança com vendas do sedã médio 60,4% superiores às do rival oriental em 2013, segundo a Fenabrave. O status não tira o mérito do projeto e visual atuais do três volumes coreano, que aos poucos deixa para trás o combalido Voyage, compra menos vantajosa até abril, quando o motor 1.6 flex será atualizado, saltando de 104 para 120 cv. A aparência enfadonha deve passar por um facelift. Com esse posicionamento no mercado, o Hyundai sai na vantagem antes dos primeiros kilômetros.
Em se tratando de visual, fazer uma edição especial significa oportunidade de ousar, certo? Não para a VW, que seguiu o racionalismo do futebol europeu e limitou sua personalização aos bancos com textura que remete aos gomos das bolas clássicas. De resto, o logo da Seleção Brasileira aparece na tampa do cinzeiro e em adesivos laterais discretos.
Hyundai HB20S Copa do Mundo (Foto: Marcos Camargo/Autoesporte)
Os itens de série também são poucos perto do rival: faróis com máscaras negras, alarme, banco do motorista com ajuste de altura, banco traseiro rebatível, direção hidráulica, trio elétrico, desembaçador do vidro traseiro, pedaleiras esportivas e sistema de som com rádio, CD, Bluetooth, MP3 e entradas USB e AUX. As rodas de liga leve 15” com design especial custam R$ 851. Com ar-condicionado e faróis de neblina, o valor fica R$ 49.196. Sem os itens, o sedã custa R$ 43.290.
Já o HB20S Copa do Mundo é tabelado em R$ 49.810. No modelo da Hyundai, ousadia (e alegria) são maiores. Com cacife da Fifa, a versão recebeu costuras vermelhas nos bancos de couro, bordados com o logotipo da federação nos assentos traseiros e sua insignia abaixo dos retrovisores. De série, ele traz também faróis de máscaras negras, grade dianteira e maçanetas das portas em preto, os bancos de couro e as rodas de liga leve 15”. Em termos de funcionalidade, ajuste de altura para o motorista, banco traseiro rebatível, direção hidráulica, vidros e travas elétricos, desembaçador do vidro traseiro, faróis pedaleiras esportivas e sistema multimídia com TV são de fábrica. Vale destacar o Isofix para fixação de cadeirinhas infantis. A edição especial inclui uma bola oficial Brazuca e uma mochila com a mesma temática.
Volkswagen Voyage Seleção (Foto: Marcos Camargo/Autoesporte)
Por dentro, o Voyage Seleção tem plásticos acinzentados no painel e tecido no revestimento lateral, acabamento que satisfaz sem surpreender. O HB20S Copa do Mundo fica refinado com bancos de couro preto, painel com plástico rígido escuro, tela multimídia e costuras em vermelho. Pena que os os materiais sujem com tanta facilidade, deixando o interior com aspecto manchado.
Fim de primeiro tempo. O HB20S merece um cartão amarelo pelo ajustes manuais dos retrovisores e pela substituição do GPS por uma TV no blueNav de sua edição especial. Ainda assim, foi o time da Coreia que balançou a rede por enquanto. Um projeto desatualizado e acessórios com preço salgado levam a VW a um gol impedido. Ótima jogada, mas não vale.
Volkswagen Voyage Seleção (Foto: Marcos Camargo/Autoesporte)
2º tempo: espaço
Apesar do coreano ser mais aconchegante, é no alemão que se fica mais confortável. O entre-eixos é pouco menor que o do Hyundai: 2,46 metros do primeiro contra 2,5 metros do segundo. A difereça é que o VW tem o solo plano e mais espaço para os joelhos, acomodando melhor aqueles três amigos que vão precisar de sua carona pro estádio. O espaço para a cabeça do motorista e passageiro dianteiro também e melhor no Voyage.

No porta-malas, são 450 litros do HB20S, trinta a menos que o três volumes europeu, aferidos pelas montadoras. Na prática, não é diferença suficiente para levantar o cartão vermelho à equipe oriental. Dessa vez, o time alemão fura o bloqueio e empata.
Hyundai HB20S Copa do Mundo (Foto: Marcos Camargo/Autoesporte)
Prorrogação: desempenho
Convencer num jogo convencional é fácil. Difícil é manter o pique na prorrogação. É nessa situação em que o VW mostra como se faz necessária a atualização de seu 1.6 flex. Com 15,6 kgfm a 2.500 rpm e 104 cv a 5.250 giros, o Voyage pesa 58 kg a menos que o HB20S. O torque que chega cedo faz do sedã um veículo ágil no meio urbano, mas em velocidades superiores ele perde essa característica, operando em altas rotações. O volante "gordinho" traz boa ergonomia, diferente do banco do motorista, complicado de ajustar. A suspensão firme, o jeitão bruto e os engates pouco macios das cincos marchas uma condução harmoniosa.
No HB20S, os 128 cv do 1.6 flex vêm a 6.000 rpm, mil giros antes dos 16,5 kgfm de torque. Apesar da potência e da força deste sedã chegaram mais tarde do que em seu rival VW, ele roda mais suave e não deixa a desejar nas retomadas com redução de marcha. Ponto para as trocas confortáveis das cinco velocidades. Com ajuste de altura para o condutor, cabine silenciosa, suspensão macia e boa estabilidade, é um sedã aconchegante. Por outro lado, o volante tem empunhadura muito delicada, fino demais, e a direção poderia oferecer mais firmeza em altas velocidades.
Hyundai HB20S Copa do Mundo (Foto: Marcos Camargo/Autoesporte)
Nesses trinta minutos extras de jogo, a equipe sul-coreana sai na frente mais uma vez. A principal vantagem está no motor mais acertado e dinâmica suave. É no HB20S que condutor e ocupantes têm um caminho mais cômodo e estável, proporcionado sobretudo pela suspensão que filtra bem as irregularidades do solo. Aguardemos até a atualização do propulsor VW, quando uma nova disputa poderá ser marcada.
Pênaltis: no bolso do consumidor
A hora do vamos ver. O que cabe em seu bolso? Afinal, nada mais determinante para uma compra do que o orçamento disponível. Conforme citado, o Voyage Seleção custa R$ 6.520 a menos que o HB20S Copa do Mundo. Mas vale balizar custos não embutidos na compra, como o seguro, em média R$ 2.838, o equivalente a  6,5% do valor do carro no VW. No Hyundai, o custo médio é de R$ 1.333 (2,6 % do preço integral).
Volkswagen Voyage Seleção (Foto: Marcos Camargo/Autoesporte)
FatoresHyundai HB20S Copa do MundoVolkswagen Voyage Seleção
Consumo, segundo Inmetro7,8/  11,4 km/l nas cidades7,3/ 10,7 km/l nas cidades
Desvalorização8,73 % no primeiro ano8,69 % no primeiro ano
Cesta de peçasR$ 2728,34R$ 3123,78
A garantia do sedã de origem alemã é de três anos, contra cinco do três volumes de berço sul-coreano. A marca oriental promete uma hexagarantia, que entrega um ano adicional caso o Brasil vença a Copa do Mundo. Revisões e cesta de peças também são mais em conta no Hyundai. Em desvalozição e consumo, por pouco não empatam. Confira na tabela ao lado.
Resultado
O Hyundai HB20S Copa do Mundo começou o jogo bem com seu projeto atual, prosseguiu com sucesso graças aos bons design e itens de série. Perdeu o ritmo no segundo tempo e não convenceu com seu espaço. Mas recuperou o tempo perdido na prorrogação, devido a seu conjunto mecânico melhor resolvido. O Volkswagen Voyage Seleção já é de uma equipe tradicional e garante a boa campanha com as vendas superiores ao longo do ano. Mas diante de um adversário mais jovem e de mais fôlego, não teve vez. A chegada da derrota ficou evidente na prorrogação, quando o sedã mostrou que falta aquele gás do novo motor, que em breve. Enquanto isso, fique com o HB20S, que além da vantagens citadas traz melhor custo benefício no pós-venda, reparo e seguro. 
Hyundai HB20S Copa do Mundo (Foto: Marcos Camargo/Autoesporte)

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